quarta-feira, 25 de maio de 2016
Afogado
O terror continua. Depois de 1 mes, me perco ainda na estrada. A luz ainda me parece escura. O sol brilha no céu, mas não esquenta. Os pingos de chuva não parecem molhar. E o frio, parece constante. Confundo o inverno com minha alma e coração. A cada amanhecer, um gosto amargo na boca que nem os deuses conseguem tirar. Aquela sensação de fracasso. De que, há muito, o tempo anda zombando de ti. Afundo nisso tudo e me deixo levar pela correnteza. Olhos por todos os lados não parecem me enxergar. Os gritos abafados parecem morrer logo ao sair de meus pulmões, dando lugar às cinzas e fumaça e agua salgada. Mas bebo como se nao tivesse volta. Como se tudo que eu precisasse fosse um final. Uma destruição pequena. Uma destruição grande. Os fantasmas já estão cansados de assombrar. Não tenho mais animo pra sentir medo. Só me deixo levar por essa nova onda. Compactuo com o diabo pela alegria de um sorriso. Deixo a luz aos poucos desaparecer. Só um pouco. Só o suficiente pra me deixar cair nesse pesadelo de sempre. Esse ciclo vicioso de intento e descontento. Queria que tudo fosse certo, mas nada o é. Quero fugir, sumir. Não aguento mais esse cenário, essa escuridão, essa luz. Só há isso no mundo? Esse eterno impasse entre ser e não ser. Mudar. Melhorar. Estou exausto de lutar. Exausto. Afogado com meu proprio sangue.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Desespero
"Um monstro" ele disse. Mal sabia que o monstro era eu. Perdido em meio à todas minhas desculpas e sonhos. Perdi a calma, perdi a humanidade. Falhei comigo mesmo e deixei as trevas entrarem. Sempre soube que elas existiam. Sempre soube que estavam lá. Mas sempre estavam monitoradas, presas, observadas. Nunca pensei que aos poucos, essas trevas me intoxicariam. Que aos poucos me fariam machucar as pessoas que amo. Ou talvez seja só minha ilusão.
Já aconteceu antigamente nao? Meu despreparo, minha angustia, minha ansiedade. Fizeram amigos proximos se afastarem. E hoje. Hoje, vejo o quanto eu não sou nada do que eu sempre pensei que fui.
O coringa da carta do baralho? Só que ninguem me contou da face sengrenta do harlequino disfarçado. A Obssesão, O medo. A raiva. E que raiva. Um ser monstruoso me consome por dentro, sussura nos meus ouvidos, escurece minha mente.
Não sei mais o que sou. Não sei mais quem sou. Estou perdido no meio desse mar de incertezas.
Me tornei um Monstro. Um monstro que sempre evitei ser. Um monstro que nunca quis que existisse.
Mas que sempre esteve lá. Sendo alimentado aos poucos. Escondido entre as verdades que procurei. Escondido entre a paixão pelo eterno e pelo destino.
Só sei que errei. Errei muito. Errei de uma maneira que não podia ter errado. Passei todos os limites.
Explodi com o mundo e com minha vida.
Eu não sei mais quem sou.
Sempre me considerei uma pessoa boa. Uma alma boa.
Mas nunca que alguem que seja bom tenha feito o que eu fiz. O que eu faço.
Estou só me enganando? Será essa minha forca? Meu destino é sucumbir a essas trevas e viver uma vida de obsessao e de desespero?
Não quero acreditar nisso.
Não quero mais esse mundo cinza.
Deixe a luz entrar.
Já aconteceu antigamente nao? Meu despreparo, minha angustia, minha ansiedade. Fizeram amigos proximos se afastarem. E hoje. Hoje, vejo o quanto eu não sou nada do que eu sempre pensei que fui.
O coringa da carta do baralho? Só que ninguem me contou da face sengrenta do harlequino disfarçado. A Obssesão, O medo. A raiva. E que raiva. Um ser monstruoso me consome por dentro, sussura nos meus ouvidos, escurece minha mente.
Não sei mais o que sou. Não sei mais quem sou. Estou perdido no meio desse mar de incertezas.
Me tornei um Monstro. Um monstro que sempre evitei ser. Um monstro que nunca quis que existisse.
Mas que sempre esteve lá. Sendo alimentado aos poucos. Escondido entre as verdades que procurei. Escondido entre a paixão pelo eterno e pelo destino.
Só sei que errei. Errei muito. Errei de uma maneira que não podia ter errado. Passei todos os limites.
Explodi com o mundo e com minha vida.
Eu não sei mais quem sou.
Sempre me considerei uma pessoa boa. Uma alma boa.
Mas nunca que alguem que seja bom tenha feito o que eu fiz. O que eu faço.
Estou só me enganando? Será essa minha forca? Meu destino é sucumbir a essas trevas e viver uma vida de obsessao e de desespero?
Não quero acreditar nisso.
Não quero mais esse mundo cinza.
Deixe a luz entrar.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
1922
"Vou compartilhar algo que aprendi em 1922: tudo sempre pode piorar. Há horas em que você acha que já viu a coisa mais terrível que podia acontecer, aquilo que parece reunir todos os seus pesadelos em uma especie de horror medonho e real, e o unico consolo é que não pode existir nada pior. E, mesmo que haja, você vai enlouquecer se essa coisa acontecer, e não terá mais que pensar nisso. Mas existe algo pior, você não surta e de algum modo segue em frente. Você pode acreditar que toda a alegria do mundo acabou, que o que você fez deixou tudo o que esperava ganhar fora do seu alcance, pode até desejar que fosse você que estivesse morto - mas segue em frente. Percebe que está em um inferno que você mesmo criou, mas segue em frente mesmo assim. Porque não há outra opção."
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Sobre o cinza (entre outras coisas)
2015 foi um ano bosta. Não tem outro jeito de se colocar. Foi um ano de brigas, discussões. O Mundo andava parado, o disco arranhado e o futuro parecia congelado como quem não tem horario pra festar. Amanhece o dia chuvoso de 2016 e os ventos e as promessas novas são sussurradas aos 4 ventos. Mudanças. O Futuro começa a descongelar, e junto com ele, as palavras parecem querer sair pelas pontas de meus dedos. Uma insonia funebre que há muito não sentia, como um desespero leve que sempre foi meu combustivel para escrever. Vomitar minhas trevas, explodir com o mundo e esganar esse fantasma que parece mais vivo do que nunca escondido no meio desse emaranhado de letras.
Esse ano começou com um fantasma de um 2015 já enterrado que parece querer dar seus ultimos suspiros. Caos, tormenta, perdição deram suas caras. Mas eu particularmente não acredito que seja a nova face desse ano. Acredito que o que está chegando será maior. Muito maior. E que aos poucos o mundo está entrando nos eixos. Aos poucos esses tons de cinzas ganham cor atraves dos meus olhos. E eu sinto vontade de colorir o resto. De abrir as janelas e deixar o sol entrar. E se tiver chovendo que molhe a casa inteira. Mas eu quero o ar fresco. Eu quero poder respirar de novo. O ar empoeirado desse castelo que foi construido sabe Deus há quanto tempo. Com a luz batendo em meus grilhões que foram sempre minha companhia, sinto de repente a urgencia de voar. Uma agonia inexorável que me motiva a pular, a espernear, a amar esse caos. Que toma cada vez mais folego nessa tormenta e em meu desespero e finalmente diz: Chega!
Eu cansei de nunca ser o suficiente. Eu cansei de viver com migalhas, dançar no escuro pra que ninguem me veja, cantar na solidão para que ninguem me escute. Fingir esquecer de minhas asas para que não parta por esse mundo e abandone... o que mesmo? Nem sei mais.
Aos poucos esses grilhões se dissipam e vejo que sempre estiveram presos somente aos meus medos e paranoias. Talvez nem tanto meus. Mas que sempre estiveram por perto. Me sufocando. E que aos poucos tomaram a minha vida e tiraram as cores do meu mundo.
Não...
Não quero mais esse mundo cinza.
Eu quero o sol. Eu quero todas as cores. Pra esse ano que nasce no leste
Eu quero plenitude...
Esse ano começou com um fantasma de um 2015 já enterrado que parece querer dar seus ultimos suspiros. Caos, tormenta, perdição deram suas caras. Mas eu particularmente não acredito que seja a nova face desse ano. Acredito que o que está chegando será maior. Muito maior. E que aos poucos o mundo está entrando nos eixos. Aos poucos esses tons de cinzas ganham cor atraves dos meus olhos. E eu sinto vontade de colorir o resto. De abrir as janelas e deixar o sol entrar. E se tiver chovendo que molhe a casa inteira. Mas eu quero o ar fresco. Eu quero poder respirar de novo. O ar empoeirado desse castelo que foi construido sabe Deus há quanto tempo. Com a luz batendo em meus grilhões que foram sempre minha companhia, sinto de repente a urgencia de voar. Uma agonia inexorável que me motiva a pular, a espernear, a amar esse caos. Que toma cada vez mais folego nessa tormenta e em meu desespero e finalmente diz: Chega!
Eu cansei de nunca ser o suficiente. Eu cansei de viver com migalhas, dançar no escuro pra que ninguem me veja, cantar na solidão para que ninguem me escute. Fingir esquecer de minhas asas para que não parta por esse mundo e abandone... o que mesmo? Nem sei mais.
Aos poucos esses grilhões se dissipam e vejo que sempre estiveram presos somente aos meus medos e paranoias. Talvez nem tanto meus. Mas que sempre estiveram por perto. Me sufocando. E que aos poucos tomaram a minha vida e tiraram as cores do meu mundo.
Não...
Não quero mais esse mundo cinza.
Eu quero o sol. Eu quero todas as cores. Pra esse ano que nasce no leste
Eu quero plenitude...
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Norte
Sobre a perdição em meio ao caos. Não me recordo de quando foi a ultima vez que me senti tão desorientado. Não sei qual o próximo passo. Quando paro para pensar, não sei mais quais meus objetivos e quais caminhos devo percorrer. Sinto que consegui algo que sempre quis, mas não sei o quanto isso me é suficiente. Não sei o quanto ainda posso crescer. Estou frustrado. Quero o vendaval de novo, quero o novo, o desconhecido. Não suporto a rotina, quero sempre crescer. E a paciência nunca foi uma das minhas melhores virtudes (ou será que foi?) . Não sei mais ao certo. Tudo parece vago. Gostaria de ter vontade de algo. Uma aspiração. Mas quando olho para o futuro incerto, não vejo mais nem as sombras vagas dos meus sonhos. Vejo algo previsível. O mundo se tornou tão colorido que não sei mais diferenciar os tons de cinza em meio à correria do dia-a-da. Parece que o que era magico e inevitável, agora se apresenta tão leve e sublime que me da medo. Medo de tudo isso ser uma ilusão, Medo de não me ser o suficiente. Acostumei-me tanto com essa tempestade, que esses dias de sol me cansam e me consomem. Não sei ao certo o que estou fazendo. Sei que a resposta que eu encontrei não é nem perto aquela que procurava. Não que eu esteja triste. Muito pelo contrario. Mas alegria demais incomoda. Alegria se torna tão fragil. Tão fugaz. Que não quero me embebedar nessa fonte, mas sinto que já tomei goles demais.
Quero um norte, uma promessa de uma vida. Quero aprender coisas novas. Extraordinárias.
Mas esse recolhimento das ondas do mar se iguala a uma falta de ar.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Um Zeppelin Prateado
A indecisão parece ter sido expulsa do meu corpo. Mas o mundo parece mais indeciso do que nunca. Sei o que quero e o pra onde estou caminhando. Porem o mapa do meu nada parece dar voltas e voltas e eu acabo me perdendo nessas ilusões. Não sei o que é certo. Cada tropeço do caminho me motiva a continuar, mas, a cada expiração pesada e cansada, como quem não sabe por que tamanha tragédia está se formando, minha alma enfraquece. Pondero se tamanha certeza está fadada a estar errada. Aquilo que nunca conheci, quando se apresenta enfim, mais parece algo saído de um baú cheio de meus pesadelos. Talvez seja um karma ou meu destino. Quando a duvida me acomete, teimo na fé religiosa de que tudo existe por um motivo. Ponho-me à caminhar, não sabendo ao certo pra onde. Aos poucos o fim do caminho me parece distante. Começo a guardar no coração a jornada em si e a companhia desse vento que as vezes me congela e as vezes me refresca, mas que sempre me acaricia o corpo todo com seus dedos frageis e apaixonantes. Aos poucos esse vento vem se tornando o ar que me dá vida.
sábado, 23 de maio de 2015
Lufada Tropical
Faz tempo que não me sentia assim. Decadas. Eras. Na verdade, não sei se algum dia me senti assim tão proximo.
Parece que esse ano tudo começou de cabeça pra baixo, uma tempestade tirou-me da inercia. Jogou-me pro ar. Sacudiu-me.
O chão se parece mais como uma parede. Sinto o céu sob meus pés e vejo um horizonte vertical meio curvado.
É, o mundo gira e tu sai do lugar. De repente tu se ve um estranho no ninho. Um lugar que nao sabes mais se é sua casa. Uma familia que não sabe mais se é a mesma. Um não saber se sempre foi assim, ou se só eu que não percebia.
O mundo parece ter mudado de cores. O ar parece mais terno. A agua escorre mais facil pelo meu corpo. A chuva já não me molha o corpo, mas encharca minha alma.
Não sei o que esperar desse resto de ano, que mais parece um século de tempo que retomei.
Parece que acordei no meio do segundo tempo, no 2 a 0 pronto pra empatar o jogo.
Vejo as coisas que nunca vi antes, sinto o que nunca senti.
Estou novamente fascinado. Sinto o mundo finalmente se apresentando para mim, com toda sua força.
Liberdade.
É poder ser como o ar, as vezes calmo e quente, as vezes tempestuoso e molhado.
Refrescar e devastar.
Mudar completamente o mundo, seja o meu ou de alguem mais.
Eu sinto que vim pra isso. Pra ser esse vento de mudança.
E eu vou continuar até onde der.
Parece que esse ano tudo começou de cabeça pra baixo, uma tempestade tirou-me da inercia. Jogou-me pro ar. Sacudiu-me.
O chão se parece mais como uma parede. Sinto o céu sob meus pés e vejo um horizonte vertical meio curvado.
É, o mundo gira e tu sai do lugar. De repente tu se ve um estranho no ninho. Um lugar que nao sabes mais se é sua casa. Uma familia que não sabe mais se é a mesma. Um não saber se sempre foi assim, ou se só eu que não percebia.
O mundo parece ter mudado de cores. O ar parece mais terno. A agua escorre mais facil pelo meu corpo. A chuva já não me molha o corpo, mas encharca minha alma.
Não sei o que esperar desse resto de ano, que mais parece um século de tempo que retomei.
Parece que acordei no meio do segundo tempo, no 2 a 0 pronto pra empatar o jogo.
Vejo as coisas que nunca vi antes, sinto o que nunca senti.
Estou novamente fascinado. Sinto o mundo finalmente se apresentando para mim, com toda sua força.
Liberdade.
É poder ser como o ar, as vezes calmo e quente, as vezes tempestuoso e molhado.
Refrescar e devastar.
Mudar completamente o mundo, seja o meu ou de alguem mais.
Eu sinto que vim pra isso. Pra ser esse vento de mudança.
E eu vou continuar até onde der.
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