Vou resumir um pouco das coisas que aprendi.
1. Liberte-se e deprograme-se. Livre-se de tudo que parece não funcionar na sua vida. Duvide de qualquer certeza, Não tenha medo da duvida. Pare de se preocupar com o que não pode ser resolvido, ou o que não tem solução. Pare de mendigar felicidade, de viver de estilhaços.
2. Desapegue-se de conceitos e expectativas. Não crie preconceitos com palavras. Religião, Deus, Biblia, Esquerda, Socialismo, Vegan, Gay, Negro, Preconceito... Palavras que parecem pesadas e cheias de significados que devem ser desconstruidos sem medo. Não tenha medo de palavras ou conceitos.
3. O mundo não te decepciona. Você sim se decepciona. A decepção é a inutil tentativa de ir contra a realidade em que se vive por preferir uma idealização criada por você mesmo. Simplesmente aceite o mundo como é, com suas falhas, virtudes, mudanças, erros. Deixe de culpar as pessoas por seus pecados pessoais.
4. Tente evitar usar o pronome "eles" e sempre que usar, reflita sobre o que você realmente está dizendo. Evite qualquer pensamente separatista que te afaste ou te separe de determinado grupo. "Os religiosos", "Os crentes", "Os ignorantes", "Os homossexuais", "eles", "eles", "eles". No fundo somos todos unicos, não existem "eles", existe "eu" e o "mundo" e todos somos um.
5. Não tenha medo de esperar. O mundo não vai acabar amanhã, e mesmo que acabe, não há nada que possa ser feito. Não crie ansiedades desnecessárias. Faça o que você puder fazer, de o maximo de si, mas pare de se frustrar por falhas e conquistas. Pare de tentar suprir as expectativas do mundo, e tenha mais orgulho de si.
6. Evite machucar os outros. Ninguem gosta de ser machucado e no fundo você sabe que mesmo que você se sinta bem por um tempo, aos poucos você começa a se perder em tanto ódio. Mas lembre-se do numero 3, não tenha medo de quebrar expectativas, elas não são sua culpa. Saiba filtrar o que vem de você e o que não vem.
7. (Que duvida que ia ser o ultimo). Não tenha medo da verdade. Não tenha medo de ponderar o que parece irreal. Não tenha medo de dizer pra si mesmo o que está errado, o que está certo, o que deve ser mudado e o que não funciona mais. Pelo menos pra si mesmo, seja verdadeiro, saiba quem você é. Se for mentir, minta. Se for ser injusto, seja. Mas faça isso com sinceridade. Por incrivel que pareça, muitas mentiras e problemas podem ser evitados com uma simples conversa consigo mesmo.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Ruidos (parte 1)
Não sei quando me tornei tão indiferente,
Estoico ou cinico.
Os dramas que a vida me traz, hoje parecem tão indiferentes.
Sem paciência pra lutar,
Sem paciência pra me importar.
Tornei-me apatico à quase tudo.
Nada me move, nada me instiga apreço.
Não sinto mais nada,
A felicidade me é morna,
A tristeza me é rotineira.
Não sinto desejo de voltar.
Não sei para onde ir.
Suficente? Longe disso,
Mas a alternativa também não me agrada.
Fujo de qualquer traço humano enquanto me escondo em mentiras.
Que cada vez mais parecem verdades.
Eu odiava isso. Nunca quis ser assim. Indiferente.
Mas quanto mais a vida passa, mais tudo parece insignificante.
Nossos dramas eternamente fadados a se repetir.
E com que finalidade?
Acreditava que havia algo à ser aprendido, mas só esperava que as velhas historias parassem de tentar nos machucar, tentar nos redimir.
Não, eu não achei nenhuma resposta ainda. Mas não quer dizer que tenha desistido.
Só não vou ficar parado enquanto há tanta coisa ainda para ser descoberta.
O mundo me freia. Tentam fazer eu me sentir culpado por querer mudar, querer avançar.
Querer experimentar coisas que nunca tive oportunidade antes.
Explorar cada canto obscuro do meu ser.
E que até onde eu sei, é ai que se começa a filosofia.
Quero me conhecer mais, e cada vez mais descubro algo novo sobre mim,
E por enquanto é a unica coisa que me move, que finalmente faz sentido.
Vou devagar, vou sem forçar nada.
Continuo indeciso, claro que sim.
Decisões nunca foram meu ponto forte.
Sempre tive medo das consequencias, do que cada escolha pode trazer.
Mas novamente o mundo tem me tornado indiferente a esses empecilhos.
Estoico ou cinico.
Os dramas que a vida me traz, hoje parecem tão indiferentes.
Sem paciência pra lutar,
Sem paciência pra me importar.
Tornei-me apatico à quase tudo.
Nada me move, nada me instiga apreço.
Não sinto mais nada,
A felicidade me é morna,
A tristeza me é rotineira.
Não sinto desejo de voltar.
Não sei para onde ir.
Suficente? Longe disso,
Mas a alternativa também não me agrada.
Fujo de qualquer traço humano enquanto me escondo em mentiras.
Que cada vez mais parecem verdades.
Eu odiava isso. Nunca quis ser assim. Indiferente.
Mas quanto mais a vida passa, mais tudo parece insignificante.
Nossos dramas eternamente fadados a se repetir.
E com que finalidade?
Acreditava que havia algo à ser aprendido, mas só esperava que as velhas historias parassem de tentar nos machucar, tentar nos redimir.
Não, eu não achei nenhuma resposta ainda. Mas não quer dizer que tenha desistido.
Só não vou ficar parado enquanto há tanta coisa ainda para ser descoberta.
O mundo me freia. Tentam fazer eu me sentir culpado por querer mudar, querer avançar.
Querer experimentar coisas que nunca tive oportunidade antes.
Explorar cada canto obscuro do meu ser.
E que até onde eu sei, é ai que se começa a filosofia.
Quero me conhecer mais, e cada vez mais descubro algo novo sobre mim,
E por enquanto é a unica coisa que me move, que finalmente faz sentido.
Vou devagar, vou sem forçar nada.
Continuo indeciso, claro que sim.
Decisões nunca foram meu ponto forte.
Sempre tive medo das consequencias, do que cada escolha pode trazer.
Mas novamente o mundo tem me tornado indiferente a esses empecilhos.
domingo, 3 de agosto de 2014
O perdedor está só
Vencer não é pra mim. Nunca foi.
Desde que me lembro, sinto que cada objetivo meu é um grande fracasso.
Ou pelo menos nunca algo cem porcento perfeito.
Sou amaldiçoado com o mediano. O Comum. O nunca ser extraordinário;
Procuro sem cessar por uma vitória.
Mas a cada derrota, um pedaço de mim se vai.
Some. Morre. Quebra. Sangra.
E aos poucos tenho que pensar antes de responder perguntas como
"Qual sua idade?"
De fato o tempo passa, e sinto que estou numa eterna frenagem.
Como se nada pudesse ser alcançado sem atrito.
Arrasta, não flui.
Eu queria paz.
Só paz.
Mas nem isso eu consigo.
Desde que me lembro, sinto que cada objetivo meu é um grande fracasso.
Ou pelo menos nunca algo cem porcento perfeito.
Sou amaldiçoado com o mediano. O Comum. O nunca ser extraordinário;
Procuro sem cessar por uma vitória.
Mas a cada derrota, um pedaço de mim se vai.
Some. Morre. Quebra. Sangra.
E aos poucos tenho que pensar antes de responder perguntas como
"Qual sua idade?"
De fato o tempo passa, e sinto que estou numa eterna frenagem.
Como se nada pudesse ser alcançado sem atrito.
Arrasta, não flui.
Eu queria paz.
Só paz.
Mas nem isso eu consigo.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Desfiguração
O corpo cai e some em meio a nevoa.
A passagem por entre os deuses se fecha,
Seria eu honrado o suficiente?
Não. Obvio que não.
Não mereço a dadiva celestial,
O sangue dos meus antepassados
Ainda que jorrados pela terra aos quatro ventos
De nada serviu como preço
Pela punição.
Vivo sem dor, sem rumo, sem gracejo.
Sem perseverar.
Me abasteço de ilusões.
Enganos, Caminhos errados.
Me apaixono pelo que nunca será;
Vivo o que nunca vai ser.
Me deixo levar, me abstenho, dou minha opinião faço gracejo;
Só me falta a paz, a vitória, a conquista.
Coisa que nunca será minha.
Coisa que sempre estará um passo mais longe.
Fora do alcance.
Fora de vista.
Tão perto, e ao mesmo tempo desconcertantemente longe.
Não sei como ainda aguento o peso do mundo em mim mesmo.
As pessoas, me decepcionam.
Desejo a vida, à essa constante segregação
Nunca pertencer.
Nunca estar satisfeito.
A passagem por entre os deuses se fecha,
Seria eu honrado o suficiente?
Não. Obvio que não.
Não mereço a dadiva celestial,
O sangue dos meus antepassados
Ainda que jorrados pela terra aos quatro ventos
De nada serviu como preço
Pela punição.
Vivo sem dor, sem rumo, sem gracejo.
Sem perseverar.
Me abasteço de ilusões.
Enganos, Caminhos errados.
Me apaixono pelo que nunca será;
Vivo o que nunca vai ser.
Me deixo levar, me abstenho, dou minha opinião faço gracejo;
Só me falta a paz, a vitória, a conquista.
Coisa que nunca será minha.
Coisa que sempre estará um passo mais longe.
Fora do alcance.
Fora de vista.
Tão perto, e ao mesmo tempo desconcertantemente longe.
Não sei como ainda aguento o peso do mundo em mim mesmo.
As pessoas, me decepcionam.
Desejo a vida, à essa constante segregação
Nunca pertencer.
Nunca estar satisfeito.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O eterno transtorno.
Escuto o som de algo se quebrando.
Não sei ao certo de onde ele vem.
Procuro os pedaços de algo pelo escuro do meu quarto.
Um fio de luz atravessa a cortina e me cega momentaneamente.
Não me encontro mais em meu quarto.
Algo se quebrou e estou num lugar estranho.
As pessoas passam sem me reconhecer.
Me vejo num corpo estranho, com o qual sigo perdido,
Não sei usá-lo.
Percebo que estou sangrando.
Procuro uma ferida qualquer e não acho.
Desisto de procurar. Deixo a dor me anestesiar.
Retorno ao quarto da penumbra cinzenta.
Retorno ao quarto da penumbra cinzenta.
Direciono-me à janela, mas quanto mais perto pareço estar
Mais se afasta o meu destino.
Corro como quem houve o som de um disparo de corrida,
Não posso perder.
Não mais.
A luz continua inatingivel, e por um momento me falha a esperança.
Escorrego e caio pela janela.
Um momento de silencio,
O mundo como um eterno borrão
O mundo como um eterno borrão
E o som de algo se quebrando.
domingo, 27 de abril de 2014
“I want to tell you something today, something that I have known for a long while, and you know it too; but perhaps you have never said it to yourself. I am going to tell you now what it is that I know about you and me and our fate. You, Harry, have been an artist and a thinker, a man full of joy and faith, always on the track of what is great and eternal, never content with the trivial and petty.But the more life has awakened you and brought you back to yourself, the greater has your need been and the deeper the sufferings and dread and despair that have overtaken you, till you were up to your neck in them. And all that you once knew and loved and revered as beautiful and sacred, all the belief you once had in mankind and our high destiny, has been of no avail and has lost its worth and gone to pieces. Your faith found no more air to breathe. And suffocation is a hard death. Is that true, Harry? Is that your fate?” - Hermann Hesse
Hoffnung
Não sei dizer ao certo. Sinto um cansaço do universo. Como se tivesse cansado de sempre obter os mesmos resultados. É tudo tão previsivel que parei de me surpreender com as trevas susurrando nos meus ouvidos. O terrivel não é mais tao assustador. A solidão não me deixa mais triste do que o normal. Sinto que me acostumei com essas escuridão. Estou começando a aceitar as coisas como são e simplesmente aproveitar o pouco que sobra, que nunca me é suficiente. Mas o que mais posso fazer? Já tentei muitas coisas. Mudei de país, de lingua, de costumes. E ainda assim, aquilo que mais procuro, me falta. Não esta nos livros, nos amigos, nos desconhecidos, nas coincidências, nas rezas, na minha mente.
Não está em nenhum lugar, não existe.
Nada mais é tão dramático. Nada mais me deixa indignado.
Não tenho mais o que escrever aqui, além de puro cinismo .
Se quiser vir, que venha, se sumir, não me fará falta.
A dor não me afeta mais como antes.
Não sinto mais nada que me mova. Nada que me faça pular do precipicio. Nem precipicio vejo mais.
Só o céu. Cansei de ficar na beira do precipicio. Vou deitar aqui e olhar pro céu. Até que a noite caia e as estrelas me ceguem. Que a chuva venha se misturar com as lagrimas de meu coração. Que o sol seque minha agonia e me deixe seco, oco, vazio. Que o vento me leve daqui.
Só quero paz. Não peço nada mais que isso.
Não venha tentar agitar o meu mundo. Meu mundo está girando na velocidade certa.
Não está em nenhum lugar, não existe.
Nada mais é tão dramático. Nada mais me deixa indignado.
Não tenho mais o que escrever aqui, além de puro cinismo .
Se quiser vir, que venha, se sumir, não me fará falta.
A dor não me afeta mais como antes.
Não sinto mais nada que me mova. Nada que me faça pular do precipicio. Nem precipicio vejo mais.
Só o céu. Cansei de ficar na beira do precipicio. Vou deitar aqui e olhar pro céu. Até que a noite caia e as estrelas me ceguem. Que a chuva venha se misturar com as lagrimas de meu coração. Que o sol seque minha agonia e me deixe seco, oco, vazio. Que o vento me leve daqui.
Só quero paz. Não peço nada mais que isso.
Não venha tentar agitar o meu mundo. Meu mundo está girando na velocidade certa.
Assinar:
Postagens (Atom)